The Last of Us Complete Edition: novo relançamento da Sony custa R$ 500 no PS5

The Last of Us Complete Edition novo relançamento da Sony custa R$ 500 no PS5

The Last of Us Complete Edition já está disponível para PlayStation 5

 A Sony voltou a apostar em um velho sucesso. Nesta semana, a empresa relançou The Last of Us Complete Edition, uma coletânea que inclui os dois jogos principais da franquia: The Last of Us Part I e The Last of Us Part II Remastered. O pacote já está disponível no PlayStation 5 e, como se não bastasse o novo rótulo, chega com um preço que certamente levantará sobrancelhas: US$ 99,99 — ou cerca de R$ 500 na conversão direta.

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 Sendo assim, a pergunta inevitável surge: o que justifica esse valor? E mais importante, por que a Sony está relançando, mais uma vez, uma franquia com apenas dois títulos? Vamos destrinchar tudo isso.

Mais uma edição para a coleção

 Não é a primeira vez que a Sony relança The Last of Us. Na verdade, essa é, no mínimo, a quarta versão diferente do mesmo jogo, considerando as versões originais, remasterizadas e agora a edição “completa”. Dessa forma, a coletânea inclui:

  • The Last of Us Part I, que já havia sido totalmente refeito para o PS5;

  • The Last of Us Part II Remastered, versão atualizada lançada em janeiro de 2024, com melhorias visuais e modos extras.

 Ainda mais curioso é o fato de que ambos os jogos já estavam disponíveis separadamente na loja da PlayStation. Ou seja, essa nova edição se resume a um pacote unificado — com nome e preço novos, claro.

The Last of Us ganha vida com a nova experiência imersiva da Sony
Reprodução: Sony

Uma estratégia repetitiva?

 A Naughty Dog, responsável pelo desenvolvimento da série, afirmou em seu blog oficial que The Last of Us Complete Edition é a forma “definitiva” de se vivenciar a história. Segundo eles, o pacote torna mais fácil para novos jogadores se conectarem com Joel, Ellie, Abby e os demais personagens. No entanto, o discurso parece cada vez mais repetitivo.

 Além disso, vale lembrar que The Last of Us Part I foi lançado em setembro de 2022, ou seja, menos de dois anos atrás. Já o segundo jogo foi atualizado no começo de 2024. Sendo assim, a nova edição nada mais é do que a união de dois jogos ainda recentes — mas com uma nova etiqueta de preço.

 

Preço elevado e benefícios limitados

 Com um valor de US$ 99,99 (R$ 500), o pacote chama atenção pelo preço, mas não exatamente pelo conteúdo. A edição digital traz apenas os dois jogos e alguns extras básicos. Já a versão física, que será lançada em julho, oferece um pouco mais — mas nem tanto assim.

A chamada Collector’s Edition custa US$ 109,99 (cerca de R$ 550) e inclui:

  • Uma caixa de metal (steelbook);

  • Impressões litográficas;

  • Um quadrinho temático;

  • Uma carta de agradecimento assinada por Neil Druckmann.

 Ainda assim, há um detalhe incômodo: a edição de colecionador não inclui códigos digitais dos jogos. Dessa forma, quem possui um PS5 Digital Edition não poderá jogar — a menos que adquira a versão padrão digital separadamente. Para muitos, isso compromete o valor do pacote.

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Reprodução: Sony

Uma década com os mesmos jogos

 The Last of Us nasceu no PlayStation 3, ainda em 2013. Desde então, atravessou três gerações de consoles. No entanto, durante mais de 10 anos, a franquia se manteve baseada em apenas dois jogos principais, com variações pontuais no conteúdo.

 Claro, a qualidade da narrativa, da ambientação e do gameplay é inegável. Poucas histórias nos games conseguiram o impacto emocional que The Last of Us provocou. Ainda mais quando consideramos o sucesso da adaptação para a TV, que levou a obra a um novo público. Porém, isso justifica tantos relançamentos em tão pouco tempo?

 Muitos fãs, inclusive os mais fiéis, já demonstram certo cansaço. Enquanto aguardam novidades reais — como um possível The Last of Us Part III —, acabam recebendo as mesmas experiências em embalagens diferentes. Isso levanta uma questão importante: o relançamento contínuo estaria sendo motivado pela paixão dos jogadores ou apenas pelo apetite financeiro da Sony?

Nostalgia custa caro

 Não há dúvida de que The Last of Us desperta emoções profundas. A relação entre Joel e Ellie é uma das mais marcantes da história dos videogames. Sendo assim, a tentação de reviver a jornada no PS5, com gráficos melhorados e desempenho otimizado, é compreensível.

 No entanto, isso não significa que os fãs devam pagar repetidamente pelo mesmo conteúdo. Aliás, muitos jogadores já adquiriram os dois jogos anteriormente, seja no PS4, seja no próprio PS5. Dessa forma, o novo pacote parece mirar em um público muito específico: os colecionadores e os novos jogadores que ainda não tiveram contato com a série.

Ainda mais preocupante é o precedente que isso estabelece. Se uma franquia pode ser relançada inúmeras vezes com pequenas mudanças e preços elevados, o que impede outras empresas de adotarem a mesma estratégia?

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Reprodução: Sony

E o futuro da franquia?

 Apesar do entusiasmo com a série, a verdade é que o futuro da franquia permanece nebuloso. A Naughty Dog ainda não confirmou oficialmente um terceiro jogo. Além disso, o projeto do multiplayer derivado de The Last of Us Part II foi cancelado após anos em desenvolvimento.

 Enquanto isso, a série de TV da HBO está a caminho da segunda temporada. Com o sucesso da primeira, é natural que a Sony queira manter a franquia em alta. No entanto, a falta de novidades concretas no universo dos games levanta dúvidas sobre a real intenção da empresa com esse novo relançamento.

 

Vale a pena comprar?

 A resposta depende do seu perfil. Se você nunca jogou nenhum dos títulos da franquia, a edição completa pode ser uma boa oportunidade para conhecer uma das melhores histórias já contadas nos videogames — especialmente se tiver um PS5 com leitor de disco.

 Porém, se você já possui os jogos ou parte deles, o custo-benefício é duvidoso. Afinal, pagar novamente por títulos que já estão no seu console, apenas para tê-los em um mesmo menu, pode não justificar os R$ 500.

 Ainda assim, para colecionadores que desejam cada item da série, a versão física pode oferecer algum valor sentimental. Porém, mesmo nesse caso, a ausência de códigos digitais limita a utilidade do pacote — principalmente considerando que estamos em uma geração onde muitos jogadores optaram pela versão digital do PS5.

Repetição com nome novo

 The Last of Us Complete Edition representa mais um exemplo da estratégia da Sony de reviver constantemente seus maiores sucessos. Embora isso possa fazer sentido para novos jogadores, a prática de relançar os mesmos jogos com frequência e preços elevados já beira a saturação.

 Sendo assim, enquanto os fãs aguardam por novos capítulos na história de Joel, Ellie e Abby, resta decidir se vale a pena investir novamente em uma jornada que muitos já completaram mais de uma vez. O valor emocional pode ser alto — mas o preço cobrado também.

 Fonte: InsiderGaming

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