Mesmo “Sonysta” de carteirinha, não estou empolgado para Ghost of Yotei
Assistir ao State of Play de Ghost of Yotei foi… um misto de dejà‑vu e frustração crua. Por um lado, o jogo traz visuais lindos, novos modos cinematográficos e um combate aprimorado. Logo após, porém, fica aquela sensação persistente de: “ok, mas isso não roda no PS4 tranquilamente?”
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Novidades concretas? Sim. Revolução? Não
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Nova protagonista, nova história: Atsu, uma rōnin movida por vingança contra os infames Yōtei Six, traz profundidade dramática — algo mais visceral que o arco do Jin em Tsushima.
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Ambiente + combate refinado: ambientado em Hokkaido com clima dinâmico (neve, chuva, auroras). Múltiplas armas: ao‑dachi, katanas duplas, kusarigama e até fogo central.
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Modos visuais exclusivos: além do clássico Kurosawa, agora temos “Miike mode” (sangue visceral + câmera próxima) e “Watanabe mode” com batidas lo‑fi estilo Samurai Champloo.
Embora sejam ótimos adições e rendas emocionantes, isso se encaixa perfeitamente no legado de Tsushima. Logo, se você gostou do primeiro jogo, vai reconhecer a fórmula — nem por isso ruim, entretanto muito iterativa.

Por que me incomoda?
Pessoalmente, acompanho a Sony desde o PS2. Então, reconheço avanços espectaculares de geração a geração. Contudo, a transição de PS4 para PS5, honestamente, me pareceu tímida nos primeiros exclusivos. Por acaso, títulos fenomenais como Death Stranding 2 e Alan Wake 2 demonstraram que há muito mais potencial a explorar — e que já o estamos vislumbrando .
Entretanto, quando falo de exclusivos autênticos da Sony para PS5, não consigo citar algo com impacto tecnológico e narrativo comparável. Mesmo Death Stranding 2, apesar de exclusivo, pertence à Kojima Productions, não à PlayStation Studios. Ou seja, o PS5 ainda não me vendeu o salto verdadeiro da sua própria linha first party.
Ghost of Yōtei roda no PS4? Parece que sim…
Quando vi os 20 minutos, percebi: é elegante, mas tecnicamente sinto que nem puxou o hardware ao máximo. Texturas de rocha, estrutura de mundo e até NPCs poderiam estar tranquilos no PS4. O estúdio puxou a ambientação, mas eu esperava que o PS5 fosse apresentado agora, com algo inimaginável — algo que apenas este console pudesse fazer. Desde já, sinto que o Yōtei poderia, sim, ser um State of Play no PS4.
Em contraste, os modos cinematográficos (Kurosawa, Miike, Watanabe) valorizam a narrativa e estética. Entretanto, não escondem que isso é mais enfeite do que inovação técnica profunda.

E agora?
Não me entenda mal: Ghost of Yotei ainda tem elementos fantásticos:
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História emocionalmente carregada;
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Ambiente rico em detalhes (ursos, lobos, montanhas);
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Combate variado e fluido.
Além disso, chega em 2 de outubro de 2025, exclusivo PS5. Para quem amou Tsushima, é um prato cheio — porém, talvez seja apenas um prato melhorado, e não um banquete à altura do PS5.
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Se você quer o salto tecnológico que justifique o PS5? Infelizmente, não é aqui.
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Se você curtiu Ghost of Tsushima e quer mais da mesma vibe, porém refinada? Sim, vale a pena manter a empolgação.
Por fim, só me resta ser honesto: é lindo e competente, contudo não é o jogo que me fez pensar “agora sim, estou no próximo nível”. Ainda espero por esse exclusivo “verdadeiramente PS5” — e, quem sabe, ele apareça ainda este ano.
E você, sentiu o salto? Ou também achou que Ghost of Yōtei poderia muito bem rodar num PS4?
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