Jogamos Towa and the Guardians of the Sacred Tree: será o novo queridinho dos fãs de Hades?

Jogamos Towa and the Guardians of the Sacred Tree será o novo queridinho dos fãs de Hades

Towa and the Guardians of the Sacred Tree é um roguelike extremamente promissor

 Durante quatro horas de gameplay, Towa and the Guardians of the Sacred Tree mostrou uma proposta que equilibra combates cheios de adrenalina com momentos de pausa mais contemplativos. Desde o início, o jogo deixa claro que não quer apenas repetir fórmulas já conhecidas do gênero roguelike. Pelo contrário, ele combina um ritmo acessível, mecânicas criativas e um sistema de progressão que prende a atenção a cada nova tentativa.

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Combate em duplas: estratégia além do botão de ataque

 Um dos diferenciais mais marcantes é o sistema de luta em pares. A protagonista sempre entra em batalha acompanhada de um guardião, sendo possível alternar entre dois estilos distintos: Tsurugi, voltado para a ação corpo a corpo, e Kagura, com foco em magia e suporte. Essa dinâmica obriga o jogador a pensar antes de agir, já que cada guardião possui habilidades únicas e até mesmo espadas específicas que podem mudar o rumo de uma run.

 Além disso, existe a opção de co-op local, permitindo que um amigo assuma o controle de um dos personagens. Isso abre espaço para estratégias criativas e amplia o fator replay, já que cada combinação oferece uma experiência diferente.

Forja detalhada e armas personalizadas

 Outro aspecto que chama atenção é o sistema de forja. Em vez de apenas comprar equipamentos prontos, o jogador participa ativamente da criação de espadas. Mini-games rápidos e variados, que vão desde o aquecimento do metal até o polimento da lâmina, tornam o processo divertido e recompensador. Melhor ainda: é possível dar toques pessoais à arma, tanto no visual quanto nos atributos.

 Esse detalhe faz diferença porque, em um roguelike, repetir fases pode ser cansativo. Entretanto, quando existe a chance de criar algo novo a cada pausa, o ciclo de jogo ganha mais frescor e profundidade.

Towa and the Guardians of the Sacred Tree
 

A vila de Shinju: descanso e narrativa entre as batalhas

 Entre uma incursão e outra, a protagonista retorna à vila de Shinju. Longe de ser apenas um hub de upgrades, o local funciona como parte viva da história. Os NPCs oferecem diálogos únicos, revelam tradições culturais e até cobram mais disciplina da sacerdotisa. Esse toque de humor e humanidade ajuda a reforçar a conexão com os personagens, tornando cada sacrifício dentro do ciclo roguelike mais impactante.

 O dojô, o ferreiro e outros espaços da vila também oferecem atividades que vão além do simples ganho de poder. Eles ampliam a imersão, transformando a preparação para a próxima jornada em um momento tão importante quanto a própria exploração.

Towa and the Guardians of the Sacred Tree

Visual inspirado e trilha sonora envolvente

 No campo artístico, o título aposta em uma estética que mistura anime e pintura oriental. O resultado é um mundo colorido, mas também cheio de ameaças escondidas. Cada cenário transmite personalidade própria, e os personagens se destacam pelo design carismático. Já a trilha sonora, assinada por Hitoshi Sakimoto, dá o tom épico e melancólico que combina perfeitamente com o tema da corrupção a ser combatida.

O ponto negativo

 Apesar de tantos pontos fortes, há uma falha que não pode ser ignorada: a ausência de localização em português do Brasil. Nem mesmo as legendas estão disponíveis na nossa língua, o que pode afastar parte significativa do público brasileiro. Em um jogo com tanta ênfase na narrativa e nas relações entre personagens, isso pesa bastante. A expectativa é que a Bandai Namco reveja essa decisão antes do lançamento oficial.

Towa and the Guardians of the Sacred Tree

Potencial para conquistar fãs de Hades e além

 Towa and the Guardians of the Sacred Tree não tenta reinventar o gênero, mas entrega elementos suficientes para se destacar. O combate em duplas, o sistema de forja criativo e a construção da vila fazem dele mais do que apenas um “roguelike inspirado em Hades”. Ele encontra sua própria identidade, oferecendo tanto intensidade nos confrontos quanto momentos de respiro cheios de personalidade.

 Com lançamento marcado para 19 de setembro no PS5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e PC, o jogo chega cercado de expectativas. Se a falta de localização for resolvida, tem tudo para se tornar um dos indies mais comentados do ano.

Demo já disponível para todos

 Se você ficou curioso com tudo isso, a boa notícia é que já dá para experimentar Towa and the Guardians of the Sacred Tree. A demo está disponível no PC, via Steam, e permite explorar a primeira masmorra, conhecer alguns personagens jogáveis e ainda visitar a vila de Shinju para testar mecânicas como o dojô e o sistema de forja.

 Agradecemos à Bandai Namco pelo convite para participar do preview virtual.

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