Review | Valor Mortis é um soulslike competente, mas que poderia ir muito além de suas boas ideias

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Valor Mortis tem um combate interessante, gráficos bonitos e uma ambientação diferenciada, mas a repetição e a falta de momentos realmente memoráveis impedem o jogo de alcançar seu verdadeiro potencial

 Quando soube que a One More Level, desenvolvedora de Ghostrunner, estava trabalhando em um soulslike em primeira pessoa, fiquei bastante curioso. Afinal, estamos falando de um gênero que tradicionalmente utiliza a câmera em terceira pessoa para permitir que o jogador observe os movimentos dos adversários, identifique aberturas e aprenda os padrões de ataque. Mudar essa perspectiva poderia resultar em algo bastante interessante, mas também representava um risco considerável para a experiência.

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Felizmente, Valor Mortis consegue transformar essa proposta em uma experiência funcional e, em diversos momentos, bastante divertida. O jogo mistura combates com armas brancas, aparos, armas de fogo, habilidades sobrenaturais e exploração em uma Europa alternativa do século XIX, durante as Guerras Napoleônicas. Tudo isso acompanhado de uma atmosfera sombria, criaturas grotescas e uma praga que transformou completamente o continente.

Depois de aproximadamente 30 horas de gameplay no PlayStation 5, consegui explorar praticamente tudo o que precisava para formar uma opinião sobre o jogo. Minha impressão é positiva, mas existem algumas ressalvas importantes. Gostei bastante da proposta, dos primeiros confrontos, das animações e do level design. Entretanto, a repetição de inimigos, a dificuldade relativamente baixa e a falta de chefes realmente memoráveis acabam prejudicando a experiência conforme avançamos.

Valor Mortis é um jogo sólido, que sabe o que pretende entregar e consegue executar boa parte de suas ideias. O problema é que, depois de algumas horas, comecei a sentir que estava vendo tudo aquilo que o jogo tinha para oferecer, sem encontrar muitos motivos para ficar verdadeiramente impressionado.

Captura de tela nº 4

Uma proposta diferente que funciona

A primeira coisa que chama atenção em Valor Mortis é justamente sua perspectiva. Estamos acostumados a encontrar soulslikes que seguem a estrutura estabelecida por Dark Souls, Bloodborne, Lies of P e tantos outros representantes do gênero. Por isso, controlar um personagem em primeira pessoa, utilizando espadas e enfrentando criaturas gigantescas, já cria uma identidade bastante particular.

E preciso reconhecer que a decisão funciona melhor do que eu imaginava.

Os primeiros confrontos são especialmente interessantes porque o jogo apresenta suas mecânicas gradualmente. Durante esse período, aprendemos a atacar, esquivar, aparar golpes e aproveitar as aberturas deixadas pelos adversários. Existe uma curva inicial bastante agradável, principalmente porque as animações ajudam a transmitir o impacto de cada movimento.

Captura de tela nº 3

As esquivas são bonitas, os parries possuem animações satisfatórias e as finalizações conseguem dar um peso especial aos confrontos. Não é simplesmente apertar um botão e assistir a uma animação qualquer. Existe uma sensação de recompensa quando conseguimos executar uma defesa no momento correto e aproveitar a oportunidade para contra-atacar.

Outro detalhe que gostei bastante é a maneira como o jogo utiliza a câmera em primeira pessoa durante essas ações. Em vez de apenas adaptar um combate tradicional para outra perspectiva, Valor Mortis tenta fazer com que o jogador sinta os confrontos de uma maneira diferente.

Isso não significa que tudo funciona perfeitamente. Em determinadas situações, principalmente quando existem vários adversários ao redor, a câmera pode limitar nossa percepção do ambiente. Ainda assim, considero que a One More Level conseguiu estabelecer uma base bastante competente.

O combate não é revolucionário, mas tem personalidade suficiente para sustentar a proposta do jogo.

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Combate, armas e habilidades oferecem boas possibilidades

Além das mecânicas básicas de ataque, esquiva e parry, Valor Mortis apresenta diferentes armas e habilidades que ajudam a diversificar os confrontos.

Essa variedade é importante porque o jogo possui um problema que fica cada vez mais evidente conforme avançamos: a repetição de inimigos. Em determinados momentos, encontramos adversários que já conhecemos muito bem, com comportamentos e padrões que começam a perder a capacidade de surpreender.

Felizmente, as diferentes possibilidades de combate ajudam a diminuir essa sensação.

Experimentar outras armas e utilizar habilidades especiais permite mudar um pouco a maneira como enfrentamos os mesmos adversários. Também existem armas de fogo e consumíveis que acrescentam alternativas interessantes, especialmente quando precisamos lidar com inimigos mais resistentes ou situações complicadas.

Captura de tela nº 2

Gostei dessa liberdade porque ela impede que o combate fique completamente preso a uma única estratégia. Mesmo quando encontramos inimigos conhecidos, ainda podemos experimentar diferentes combinações e descobrir maneiras mais eficientes de derrotá-los.

Por outro lado, senti falta de uma evolução mais significativa dessas possibilidades ao longo da campanha. Embora existam diferentes ferramentas disponíveis, nem todas conseguem transformar completamente a maneira como jogamos.

Em alguns momentos, parece que o jogo apresenta suas principais possibilidades muito cedo e passa boa parte da aventura trabalhando com a mesma estrutura. Isso não chega a comprometer o sistema de combate, que continua divertido, mas reduz um pouco a sensação de descoberta.

É uma boa base, principalmente para uma primeira tentativa da desenvolvedora no gênero, mas ainda existe espaço para aprofundar essas mecânicas em uma eventual sequência.

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Level design é um dos grandes acertos

Se existe um aspecto que considero particularmente positivo em Valor Mortis, é seu level design.

O jogo segue uma estrutura relativamente tradicional de soulslike, com áreas interligadas, caminhos alternativos, atalhos e pequenos espaços que incentivam a exploração. Entretanto, tudo acontece de maneira mais contida do que encontramos em alguns representantes conhecidos do gênero.

A comparação que me veio à cabeça durante a campanha foi Lies of P. Não porque os dois jogos sejam exatamente iguais, mas pela maneira como trabalham a exploração em áreas relativamente delimitadas, com diferentes caminhos e possibilidades de descoberta.

Valor Mortis segue uma estrutura ainda mais compacta, dividindo sua aventura em pequenas seções exploráveis. Em vez de apresentar um mundo gigantesco, o jogo trabalha com ambientes menores, que possuem suas próprias características e caminhos.

Captura de tela nº 9

Particularmente, gosto dessa abordagem. Ela permite que a desenvolvedora concentre seus esforços na construção de cada região, sem precisar preencher um mapa enorme com atividades artificiais apenas para aumentar a duração.

Também existe uma boa relação entre exploração e progressão. Encontrar caminhos alternativos, descobrir itens e procurar áreas escondidas faz parte da experiência. Além disso, novas habilidades permitem acessar lugares que anteriormente estavam fora do alcance do protagonista, acrescentando uma camada de exploração que lembra algumas características dos Metroidvanias.

O resultado é um jogo que consegue incentivar a curiosidade sem transformar cada deslocamento em uma caminhada interminável.

Entretanto, acredito que a campanha poderia ser um pouco menor. Não necessariamente porque os cenários sejam ruins, mas porque a duração acaba evidenciando algumas limitações que poderiam ser menos perceptíveis em uma experiência mais compacta.

Quando passamos muitas horas enfrentando inimigos semelhantes e visitando situações que seguem estruturas conhecidas, a exploração perde parte de seu encanto.

Para mim, alguns trechos poderiam ser eliminados ou condensados. Isso ajudaria a manter a experiência mais consistente e evitaria aquela sensação de que o jogo está prolongando uma fórmula que já apresentou praticamente tudo o que tinha de interessante.



Chefes divertidos, mas falta aquele confronto inesquecível

Os chefes são uma parte importante de qualquer soulslike, e Valor Mortis consegue entregar confrontos interessantes. Existem batalhas que exigem atenção, memorização dos movimentos e uma boa compreensão das mecânicas de combate.

De maneira geral, gostei dos encontros. Eles oferecem um nível de dificuldade suficiente para exigir alguma dedicação e podem ser bastante divertidos quando decidimos enfrentar os adversários utilizando principalmente nossas habilidades.

Entretanto, existe um detalhe que considero importante: Valor Mortis é um dos soulslikes mais fáceis que joguei nos últimos meses.

E isso acontece por alguns motivos.

O principal deles é a quantidade de ferramentas disponíveis para facilitar os confrontos. Ao longo da campanha, encontramos bombas, munições e outros itens em uma quantidade relativamente generosa. Consequentemente, podemos utilizar esses recursos para causar bastante dano e diminuir consideravelmente a dificuldade de determinadas batalhas.

Captura de tela nº 8

É claro que não existe nada de errado em oferecer diferentes maneiras de enfrentar um chefe. Na verdade, considero interessante quando um jogo permite que o jogador encontre estratégias alternativas para superar um desafio.

O problema é quando essas alternativas acabam retirando boa parte da tensão que deveria acompanhar os confrontos.

Se você decidir enfrentar os chefes de maneira mais tradicional, aprendendo seus movimentos, identificando as aberturas e executando esquivas e parries no momento correto, encontrará batalhas divertidas e com uma dificuldade moderada.

Porém, se começar a utilizar os recursos disponíveis com frequência, muitos desses encontros podem se tornar consideravelmente mais tranquilos.

Na minha opinião, o jogo poderia ser um pouco mais difícil. Não estou dizendo que precisa transformar cada confronto em uma sessão interminável de tentativas, mas acredito que a proposta de soulslike pede um nível maior de exigência.

Existe uma satisfação muito particular em derrotar um chefe depois de várias tentativas, quando finalmente conseguimos compreender seus movimentos e executar tudo corretamente. Valor Mortis proporciona alguns desses momentos, mas não consegue manter essa sensação de maneira consistente.

E, falando especificamente sobre os chefes, também senti falta de batalhas realmente memoráveis.

Eles são legais, possuem confrontos divertidos e cumprem sua função dentro da campanha. Entretanto, depois de terminar o jogo, não fiquei com a sensação de ter enfrentado algum adversário extraordinário, daqueles que continuam na memória muito tempo depois dos créditos.

É um aspecto que poderia ter sido mais trabalhado, principalmente considerando a liberdade criativa oferecida pela ambientação sobrenatural.

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História cumpre seu papel, mas não é o grande destaque

A narrativa de Valor Mortis segue uma estrutura bastante familiar para quem já conhece o gênero.

Controlamos William, um soldado da Grande Armée de Napoleão que retorna à vida em uma Europa devastada por uma misteriosa praga. O continente está tomado por criaturas deformadas, soldados corrompidos e acontecimentos sobrenaturais que transformaram completamente a realidade daquele período histórico.

A premissa é interessante, principalmente porque mistura acontecimentos e referências históricas com elementos de fantasia e horror.

Gostei da escolha de utilizar as Guerras Napoleônicas como pano de fundo. É um período que oferece inúmeras possibilidades para construir uma aventura sombria, e a desenvolvedora consegue aproveitar bem essa identidade na ambientação.

Captura de tela nº 1

Entretanto, a história não é o grande destaque da experiência.

Ela segue aquela estrutura que já conhecemos em diversos soulslikes, apresentando mistérios, personagens e informações que ajudam a compreender o mundo aos poucos. Existe conteúdo suficiente para acompanhar a jornada e entender o que está acontecendo, mas não encontrei uma narrativa particularmente surpreendente.

Isso não significa que seja ruim. Pelo contrário, a história agrada e consegue cumprir sua função dentro da campanha. Apenas não considero que seja um dos motivos mais fortes para recomendar o jogo.

Em alguns momentos, senti que o universo construído pela One More Level tinha potencial para apresentar acontecimentos mais interessantes do que aqueles efetivamente desenvolvidos na narrativa.

Ainda assim, a ambientação compensa boa parte dessa limitação. Mesmo quando a história não está apresentando algo especialmente marcante, o mundo consegue despertar curiosidade e manter o jogador interessado em descobrir o que aconteceu com aquela Europa.

 

Gráficos bonitos e uma direção artística competente

Visualmente, Valor Mortis também merece elogios.

O jogo apresenta cenários bastante bonitos, com uma direção artística que combina elementos históricos e sobrenaturais de maneira convincente. A Europa do século XIX aparece completamente transformada pela praga, criando ambientes que misturam construções antigas, campos de batalha, áreas abandonadas e criaturas grotescas.

Gostei especialmente da identidade visual. Existe uma boa coerência entre os diferentes elementos apresentados, e o jogo consegue transmitir a atmosfera sombria que sua proposta exige.

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As animações também ajudam bastante. Como o combate depende de movimentos precisos, esquivas e finalizações, é importante que essas ações tenham uma apresentação visual satisfatória. Nesse aspecto, considero que a desenvolvedora fez um bom trabalho.

Não diria que Valor Mortis é um dos jogos visualmente mais impressionantes da geração, mas entrega uma apresentação bastante competente e que agrada durante boa parte da campanha.

É mais um daqueles casos em que a direção artística consegue trabalhar a favor da experiência, criando uma identidade própria sem precisar depender exclusivamente de gráficos tecnicamente impressionantes.

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Trilha sonora discreta demais

Se existe um aspecto audiovisual que não conseguiu me conquistar, foi a trilha sonora.

Não considero que a música seja ruim, mas ela passa boa parte da campanha praticamente despercebida. Em diversos momentos, minha atenção estava muito mais concentrada nos efeitos sonoros, nas animações e nos acontecimentos ao redor do que na própria trilha.

Captura de tela nº 7

Para um jogo com uma ambientação tão particular, acredito que a música poderia ter um papel mais importante.

A proposta de misturar horror com o período napoleônico oferece uma oportunidade interessante para trabalhar composições mais marcantes, especialmente durante os confrontos contra chefes e nos momentos de maior tensão.

Entretanto, a trilha acaba sendo apenas funcional. Ela acompanha a experiência, mas raramente acrescenta algo que realmente fique na memória.

Não chega a ser um problema grave, mas também não é um elemento que eu destacaria entre as qualidades do jogo.



Desempenho no PS5 e problemas na versão de PC

Durante minhas aproximadamente 30 horas de gameplay no PlayStation 5, encontrei algumas quedas de FPS em momentos pontuais.

Felizmente, não foram situações frequentes a ponto de comprometer minha experiência de maneira significativa. Na maior parte do tempo, consegui aproveitar a campanha sem grandes dificuldades relacionadas ao desempenho.

Ainda assim, é algo que merece ser mencionado, principalmente porque estamos falando de um jogo no qual a precisão dos movimentos é importante. Em um soulslike que depende de esquivas e parries, qualquer instabilidade pode atrapalhar a leitura de um confronto.

Captura de tela nº 6

Também é importante mencionar que a versão de PC recebeu relatos mais preocupantes relacionados ao desempenho e à estabilidade. Existem jogadores que encontraram problemas de stuttering, quedas de desempenho e outros inconvenientes técnicos.

A desenvolvedora chegou a disponibilizar atualizações para corrigir problemas e melhorar a estabilidade, mas também reconheceu que continuava investigando questões de desempenho relatadas pelos jogadores.

Como minha análise foi realizada no PS5, não seria correto avaliar diretamente a versão de PC. Ainda assim, considero importante deixar essa ressalva para quem pretende comprar o jogo nessa plataforma.

No console, minha experiência foi relativamente tranquila, embora as quedas pontuais de FPS mostrem que ainda existe espaço para melhorias.

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Veredito — 7,5/10

Depois de aproximadamente 30 horas com Valor Mortis, minha conclusão é que estamos diante de um soulslike bastante competente, que consegue entregar uma experiência divertida e com personalidade, mas que não aproveita todo o potencial de suas próprias ideias.

A proposta de colocar o gênero em primeira pessoa funciona muito bem, principalmente durante os primeiros confrontos. As animações de esquiva, parry e finalizações são bonitas, o combate possui uma base interessante e a variedade de armas e habilidades ajuda a manter os confrontos divertidos.

Também gostei bastante do level design, da ambientação e da direção artística. A estrutura mais contida de exploração funciona bem e oferece uma experiência que lembra Lies of P em alguns aspectos, embora seja ainda mais dividida em pequenas seções.

Por outro lado, a repetição de inimigos começa a pesar conforme avançamos, a campanha poderia ser um pouco menor e os chefes, apesar de divertidos, não conseguem proporcionar batalhas realmente inesquecíveis. Além disso, considero a dificuldade abaixo do ideal para um jogo que se apresenta como soulslike. A possibilidade de utilizar bombas, tiros e outros recursos encontrados em abundância acaba facilitando alguns confrontos mais do que deveria.

A história também cumpre seu papel, mas não apresenta grandes surpresas, enquanto a trilha sonora é tão discreta que dificilmente se torna um dos elementos que você lembrará depois de terminar a campanha.

No fim das contas, o maior problema de Valor Mortis é justamente não conseguir transformar suas boas ideias em algo verdadeiramente extraordinário. Ele não possui um sistema de combate revolucionário, chefes excepcionais, uma narrativa inesquecível ou uma mecânica que mude completamente a maneira como enxergamos o gênero. Tudo funciona, algumas coisas funcionam muito bem, mas quase nada chega a ser realmente incrível.

E aqui entra um dos argumentos mais importantes a favor do jogo: seu preço.

Com um valor consideravelmente abaixo do praticado por muitos grandes lançamentos, Valor Mortis oferece uma campanha robusta, boas mecânicas de combate, gráficos bonitos e uma proposta que consegue se diferenciar dentro de um gênero bastante concorrido. Na PlayStation Store brasileira, o jogo custa aproximadamente R$ 150,90, enquanto a versão de PC possui preço ainda menor. Considero uma estratégia bastante acertada, porque o valor cobrado torna suas limitações mais fáceis de aceitar e ajuda a transformar o jogo em uma opção interessante para quem gosta de soulslikes.

Isso não significa que devemos ignorar seus problemas apenas porque ele custa menos. Mas é importante avaliar o conjunto da obra, e Valor Mortis entrega uma experiência que considero bastante justa pelo investimento.

Minha nota é 7,5/10. Não é um jogo que considero indispensável, nem uma experiência que vai revolucionar o gênero, mas é uma produção sólida, divertida e que merece atenção de quem gosta de combates desafiadores em mundos sombrios.

A One More Level acertou ao experimentar uma perspectiva diferente e conseguiu construir uma boa base para o futuro. Agora, espero que em um próximo projeto o estúdio consiga aprofundar essas ideias, melhorar a variedade de inimigos e entregar confrontos mais memoráveis.

 Valor Mortis não reinventa os soulslikes, mas mostra que ainda existem maneiras interessantes de explorar o gênero.

 

Prós

  • Proposta interessante de soulslike em primeira pessoa
  • Combate divertido e com animações muito bonitas
  • Esquivas, parries e finalizações satisfatórias
  • Boa variedade de armas e habilidades
  • Level design bem construído e exploração interessante
  • Gráficos bonitos e direção artística competente
  • Ambientação diferenciada inspirada nas Guerras Napoleônicas
  • Preço bastante competitivo em relação aos grandes lançamentos

Contras

  • Repetição de inimigos durante a campanha
  • Dificuldade abaixo do esperado para um soulslike
  • Consumíveis podem facilitar demais alguns chefes
  • Chefes divertidos, mas pouco memoráveis
  • Campanha poderia ser um pouco mais curta
  • História segue uma estrutura bastante familiar
  • Trilha sonora pouco marcante
  • Quedas pontuais de FPS no PS5
  • Relatos de problemas técnicos na versão de PC

Informações adicionais

  • Sistema onde foi feito o review: PlayStation 5
  • Tempo de review: 30 horas
  • Desenvolvedora: One More Level
  • Distribuidora: Lyrical Games
  • Jogadores: 1
  • Plataformas disponíveis: PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC

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