Desenvolvedores confirmam que usam a IA pra produzir tudo no jogo
Logo no início desta semana, o estúdio independente GROLAF apresentou algo que, até então, parecia impossível. Afinal, a equipe divulgou a primeira demonstração jogável de um título totalmente construído por ferramentas de inteligência artificial, do conceito às mecânicas. Embora esse tipo de afirmação sempre gere dúvidas, a novidade rapidamente chamou atenção, pois a demo de Codex Mortis já pode ser testada diretamente no Steam.
🚀 ENTRE EM NOSSO GRUPO DO WHATSAPP AQUI! 🔥
Além disso, o estúdio reforçou que o projeto nasceu de forma radical: nenhum elemento artístico, narrativo ou estrutural passou pelas mãos de designers tradicionais, o que naturalmente colocou o jogo no centro do debate sobre o futuro da criação digital.
O que torna Codex Mortis tão diferente
Apesar de tantos lançamentos chegarem ao mercado todos os meses, Codex Mortis se destaca porque assume sua identidade artificial sem hesitar. Desde os cenários até o ritmo frenético dos combates, tudo exibe aquele estilo reconhecível de conteúdos gerados por algoritmos. Ainda assim, o jogo tenta ir além do “curioso” e busca oferecer algo realmente funcional.
Para dar mais substância à proposta, a demo traz um sistema de combate acelerado, no qual o jogador forma um grupo de conjuradores sombrios e enfrenta hordas de criaturas grotescas. Embora a estética seja rústica, as habilidades disponíveis criam combinações interessantes e, consequentemente, incentivam experimentações constantes.
Gameplay com DNA de roguelike
Embora a apresentação visual não surpreenda, o fluxo de jogo promete atrair quem gosta de desafios curtos e intensos. Isso porque o objetivo principal é coletar pergaminhos místicos enquanto inimigos aparecem em ondas contínuas. Enquanto avança, o jogador desbloqueia novas magias, monta sinergias e tenta sobreviver o suficiente para encarar um chefe implacável que persegue a sessão inteira.
Além disso, a estrutura lembra clássicos modernos do gênero de sobrevivência em arena, o que naturalmente desperta comparações com outros títulos populares. Contudo, Codex Mortis adiciona uma camada estratégica, já que as construções de habilidades lembram sistemas mais profundos típicos de RPGs táticos.
Por que o uso de IA divide opiniões
Assim que o anúncio se espalhou, muitos jogadores comemoraram a ousadia, porque veem na inteligência artificial uma ferramenta capaz de democratizar a criação de jogos. Pequenos estúdios, portanto, podem experimentar conceitos sem custos impossíveis.
No entanto, outra parte da comunidade reagiu de forma crítica. Isso porque a discussão sobre autoria, originalidade e impacto no trabalho de artistas humanos ainda provoca tensão. Embora o projeto não esconda suas origens, ele inevitavelmente alimenta esse debate — e, consequentemente, expõe o quanto o mercado ainda tenta entender essa nova realidade.
Vale a pena testar a demo?
Apesar das polêmicas, a demo cumpre bem seu papel: ela mostra, de forma clara, o que acontece quando um estúdio decide permitir que algoritmos participem de absolutamente todas as etapas do desenvolvimento. Mesmo que o visual exiba inconsistências típicas de IA, a jogabilidade funciona, e isso, por si só, já torna o experimento interessante.
Além disso, quem curte jogos caóticos, cheios de criaturas e efeitos mágicos pode se surpreender com algumas combinações de poderes. E, ainda que o estilo não agrade todo mundo, a proposta extremamente ousada faz com que a demo valha alguns minutos de curiosidade.
Codex Mortis chegou para quebrar expectativas. Embora o jogo ainda esteja longe de competir com produções tradicionais, ele abre espaço para uma conversa importante sobre os limites — ou a ausência deles — da criação digital. Como a demo já pode ser acessada facilmente, o público agora tem a chance de avaliar, na prática, se um jogo feito totalmente por IA entrega algo divertido… ou apenas curioso.
Fonte: InsiderGaming
Acompanhe todas as informações do mundo dos games aqui no Game Notícias.


