Preocupação com Call of Duty tem base em Gears e Halo
O ex-diretor de Call of Duty, Glen Schofield, demonstrou forte preocupação com o futuro da icônica franquia após a aquisição da Activision pela Microsoft. Em entrevista recente durante o Gamescom Asia, o criador, conhecido por liderar projetos como Modern Warfare 3, Advanced Warfare e WWII, afirmou que teme o impacto da nova gestão sobre a série — especialmente agora que o título deve chegar ao Game Pass.
🚀 ENTRE EM NOSSO GRUPO DO WHATSAPP AQUI! 🔥
A preocupação de quem conhece o campo de batalha
Schofield explicou que, embora reconheça a força da Microsoft no mercado, tem dúvidas sobre o modelo de gestão da empresa. Segundo ele, a cultura interna pode não se encaixar bem com a dinâmica das equipes que constroem Call of Duty. Além disso, ele questionou se os incentivos e métodos de trabalho usados pela gigante de tecnologia realmente conseguirão manter o mesmo padrão de qualidade e inovação da franquia.
Ao comparar a situação atual com o que aconteceu em outras séries, Schofield foi direto: “Basta olhar para Halo e Gears of War”, alertou. Para ele, ambas as franquias sofreram com oscilações criativas após mudanças internas — e isso o faz temer que Call of Duty siga o mesmo caminho.
![Do nada! Call of Duty Black Ops 6 fica 100% grátis [incluindo campanha]](https://gamenoticias.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Do-nada-Call-of-Duty-Black-Ops-6-fica-100-gratis-incluindo-campanha.jpg)
“Adotar a cultura de outra empresa muda tudo”, afirma Schofield
Durante a conversa, o desenvolvedor também destacou que ser absorvido por uma corporação gigante altera inevitavelmente a identidade dos estúdios. Segundo ele, quando um time independente passa a operar sob um sistema diferente de bônus, metas e lideranças, o ambiente criativo se transforma — e nem sempre para melhor.
“Essas mudanças podem parecer pequenas no início”, disse Schofield, “mas com o tempo elas afetam o ritmo, o foco e até a ambição dos desenvolvedores”. Ele ainda sugeriu que a motivação das equipes pode cair caso as políticas da Microsoft substituam os antigos incentivos da Activision.
Saída de veteranos aumenta o clima de incerteza
Outro ponto levantado por Schofield foi a saída de nomes importantes da Sledgehammer Games, como Michael Condrey e David Vonderhaar — ambos considerados pilares do sucesso da série. Para ele, a ausência desses profissionais experientes complica o futuro criativo de Call of Duty, que já enfrenta críticas por falta de inovação nos últimos anos.
Mesmo assim, o ex-diretor fez questão de elogiar o trabalho da Treyarch, estúdio responsável por títulos da linha Black Ops. Segundo ele, a equipe ainda mantém um alto nível de qualidade, mas a perda de talentos e a interferência corporativa podem colocar tudo isso em risco.

Concorrência e um futuro imprevisível
Com o lançamento de Call of Duty: Black Ops 7 previsto para 14 de novembro, a franquia retorna em meio a um cenário desafiador. A chegada ao Game Pass promete aumentar o alcance do jogo, porém também levanta dúvidas sobre como isso afetará as vendas tradicionais e o modelo de monetização.
Enquanto isso, a concorrência segue forte. O recém-lançado Battlefield 6 já vendeu 7 milhões de cópias nos primeiros três dias, mostrando que o gênero de tiro ainda tem espaço — mas também que os fãs estão exigindo mais originalidade.
A fala de Glen Schofield ecoa entre fãs e desenvolvedores. Afinal, Call of Duty é uma das franquias mais lucrativas da história dos games, e qualquer mudança na sua estrutura pode ter impacto direto na indústria.
Se a Microsoft conseguirá equilibrar seu modelo de negócios com a cultura criativa que fez a série crescer, ainda é cedo para saber. No entanto, uma coisa é certa: até mesmo quem ajudou a construir o império de Call of Duty está apreensivo com o futuro.
Fonte: Eurogamer
Acompanhe todas as informações do mundo dos games aqui no Game Notícias.


