Veja minhas impressões desse novo roguelike, Towa and the Guardians of the Sacred Tree
Depois de passar cerca de 18 horas em Towa and the Guardians of the Sacred Tree, fica claro que o jogo tem boas ideias, mas falha em executá-las de forma consistente. Durante a fase de preview, já havia sinais de que o título poderia se tornar repetitivo. Infelizmente, a versão final confirma essa sensação: apesar de apresentar algumas mecânicas interessantes, a experiência acaba se tornando cansativa rapidamente.
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Combate simples, mas confuso
O combate, que deveria ser o coração de um roguelike, decepciona. Ele até diverte nas primeiras horas, mas logo revela limitações. O sistema de alternância entre Tsurugi e Kagura soa promissor no papel, entretanto a execução é confusa e pouco intuitiva. A falta de clareza em algumas mecânicas atrapalha o ritmo, tornando cada run menos emocionante do que poderia ser.
Embora a variedade de personagens jogáveis adicione certa diversidade, a repetição das batalhas pesa com o tempo. Diferente de outros títulos do gênero, aqui a curva de aprendizado não motiva a continuar, e o progresso parece pouco recompensador.

Runs repetitivas e ritmo cansativo
Um bom roguelike mantém o jogador preso ao ciclo de tentativa e erro. Porém, em Towa and the Guardians of the Sacred Tree, a sensação de déjà-vu domina cedo demais. As runs se repetem sem trazer surpresas significativas, e o fator replay, que deveria ser um ponto forte, acaba se tornando um obstáculo.
Mesmo os minigames de forja, inicialmente criativos, perdem o charme depois de algumas horas. A ausência de variação mais profunda nos cenários e nos desafios faz com que a jornada rapidamente caia na mesmice.
O impacto da falta de legendas em português
Para o público brasileiro, a ausência de localização em PT-BR pesa ainda mais. Sem legendas em português, muitos jogadores ficam de fora da narrativa, que até tenta dar personalidade ao elenco. Essa escolha limita a imersão e afasta um público que poderia se envolver com a história. Em um jogo que aposta tanto nas relações entre personagens e nos diálogos, esse detalhe não deveria ser negligenciado.

Visual bonito, mas insuficiente para salvar
Se há algo que merece elogio, é a direção de arte. Os cenários pintados à mão e o design inspirado em estética oriental são belos e transmitem identidade. Infelizmente, apenas a beleza visual não sustenta a experiência por tanto tempo. A falta de equilíbrio entre forma e conteúdo faz com que o título passe a impressão de um roguelike esquecível.
Veredito: 6,5/10
Towa and the Guardians of the Sacred Tree tinha potencial para se destacar no gênero, mas falha em manter o jogador engajado. O visual agradável e a boa trilha sonora não compensam a repetição cansativa e as mecânicas confusas. Para quem busca apenas um roguelike básico, pode até render algumas horas de diversão. Porém, considerando a ausência de legendas em português e a falta de novidades marcantes, a recomendação fica restrita.

Prós
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Direção de arte bonita e consistente
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Trilha sonora envolvente
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Variedade inicial de personagens jogáveis
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Sistema de forja criativo nas primeiras horas
Contras
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Runs repetitivas e pouco recompensadoras
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Combate simples, porém confuso
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Mecânicas que perdem o brilho rapidamente
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Falta de legendas em português do Brasil
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Pouca inovação dentro do gênero roguelike
Informações adicionais
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Sistema onde foi feito a review: PC
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Tempo de review: 18 horas
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Desenvolvedor: Bandai Namco/Brownies
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Jogadores: 1 – 2
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Plataformas disponíveis: PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox Series X e Series S, PC
Agradecimento especial à Bandai Namco e à Theogames por cederem uma cópia do jogo para a produção deste review.
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