The Last of Us, ep. 5: Ellie vira figurante e série só acerta quando copia o original

The Last of Us, ep. 5 Ellie vira figurante e série só acerta quando copia o original

Episódio 5 da segunda temporada de The Last of Us não é ruim, mas passa longe do jogo

 O episódio 5 da segunda temporada de The Last of Us escancara uma divisão clara entre duas realidades: a fidelidade ao jogo, que brilha em cenas pontuais, e as escolhas criativas da série, que frequentemente tropeçam. Sendo assim, esta análise se aprofunda nas decisões narrativas e de direção que colocam em xeque a consistência emocional e temática da adaptação.

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Ellie perdeu o protagonismo?

 Desde o início do episódio, fica evidente que a Ellie da série não é mais a mesma figura forte, obstinada e implacável que marcou o jogo. Ainda mais preocupante, sua personalidade foi diluída em uma versão infantilizada e, por vezes, até “inútil”. Em diversos momentos, a personagem parece incapaz de tomar qualquer decisão sem que Dina esteja presente para guiar seus passos. Dessa forma, a sensação que fica é a de que Ellie está apenas acompanhando os acontecimentos, e não os conduzindo.

 Além disso, Dina começa a ocupar um papel central demais. Embora no jogo sua importância emocional seja enorme, na série ela passa a explicar, justificar e até mesmo narrar motivações que deveriam partir exclusivamente da protagonista. Ainda assim, essa mudança de foco pode até agradar alguns espectadores, mas para quem conhece a narrativa original, soa como uma deturpação forçada e mal pensada.

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Quando a série segue o jogo, tudo funciona

 Por outro lado, é impossível ignorar que The Last of Us acerta em cheio quando decide respeitar o material de origem. A cena no hospital, envolvendo Nora, é um exemplo claro de como a série ganha intensidade, peso emocional e fidelidade temática ao simplesmente adaptar o jogo com mínima interferência. A tensão é palpável, o ritmo é firme, e a atuação carrega as cicatrizes emocionais da protagonista — pelo menos nessa sequência.

 Sendo assim, surge um contraste inevitável: por que a série insiste em mudar o que já funciona tão bem? Por que suavizar o tom sombrio e brutal da jornada de Ellie com diálogos e cenas dignas de um drama adolescente qualquer?

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Romance forçado e tom inconsistente

 Não é apenas a dinâmica entre Ellie e Dina que decepciona. O tom do episódio varia entre momentos de tensão bem construídos e cenas que mais parecem saídas de Malhação. A leveza forçada em algumas interações destoa completamente da atmosfera desesperadora do universo da série.

 Além disso, ao transformar diálogos carregados de dor e vingança em trocas sentimentais superficiais, a narrativa perde força. Um exemplo claro é o momento em que Dina tenta explicar para Ellie por que a vingança faz sentido — algo que, no jogo, jamais seria necessário. Ellie, ali, já estava completamente consumida pelo ódio e pela dor. Essa mudança diminui o impacto emocional da jornada e enfraquece o arco de evolução da personagem.

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Sequência de ação salva o episódio

 Dessa forma, é justo dizer que o episódio encontra sua melhor forma em uma longa e tensa sequência de ação no prédio infestado por Stalkers. A ambientação é excelente, a direção transmite pânico real, e o desespero das personagens é convincente. Mesmo que a lógica da cena seja um tanto previsível, com Ellie sendo facilmente dominada e Jesse surgindo como salvador, o resultado final é positivo.

 No entanto, mais uma vez, fica claro que Ellie parece incapaz de sobreviver sozinha. Ela se esconde, tenta lutar e falha. Jesse precisa chegar para resolver a situação, eliminando a ameaça e, sem querer, diminuindo ainda mais o protagonismo da personagem principal.

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Um episódio que simboliza os problemas da série

 Embora o episódio 5 não seja um desastre completo, ele escancara os erros mais graves da adaptação: a infantilização de Ellie, a centralização exagerada em Dina, e uma série de mudanças que não acrescentam — apenas desviam. Quando a série abraça o jogo, tudo se encaixa. Quando tenta reinventar, perde o tom.

 Ainda mais preocupante é a inconsistência emocional. A vingança, que deveria ser o motor da narrativa, aparece diluída, quase como pano de fundo. E a atmosfera pesada e trágica do jogo original dá lugar a um roteiro que, por vezes, parece mais preocupado em desenvolver um romance adolescente do que em construir uma jornada de dor e transformação.

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 Sendo assim, se a série quiser recuperar a força narrativa que tornou The Last of Us um fenômeno, precisará reavaliar urgentemente suas escolhas. A fidelidade ao jogo não é apenas uma homenagem — é o que faz a história funcionar.

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