Realm of Ink entrega uma aventura viciante inspirada nos grandes nomes do gênero
Desde os primeiros minutos em Realm of Ink, percebi que o jogo sabe exatamente qual experiência deseja oferecer. O título desenvolvido pela Leap Studio aposta em combates rápidos, progressão constante e partidas que incentivam o jogador a tentar “só mais uma run”. Ao mesmo tempo, ele mergulha profundamente em uma identidade visual inspirada na fantasia oriental, criando um universo que consegue se destacar dentro de um gênero extremamente competitivo.
🚀 ENTRE EM NOSSO GRUPO DO WHATSAPP AQUI! 🔥
Naturalmente, qualquer fã de roguelites vai identificar algumas influências evidentes. Ainda assim, Realm of Ink não tenta apenas copiar fórmulas já consagradas. Pelo contrário, ele constrói sua própria personalidade ao explorar mitologias orientais, cenários repletos de tinta e personagens femininas carismáticas que ocupam o centro da narrativa.
Além disso, a direção artística chama atenção desde o início. Florestas, montanhas, vilarejos e reinos antigos surgem com um estilo visual elegante que mistura fantasia e pintura tradicional. Como resultado, cada nova área apresenta uma identidade própria e mantém a exploração interessante.
Combate dinâmico mantém o ritmo acelerado durante toda a jornada
O grande destaque de Realm of Ink está no combate. Durante minhas partidas, senti uma movimentação fluida e responsiva, algo fundamental para qualquer roguelite moderno.
Além disso, a protagonista possui recursos suficientes para transformar cada confronto em uma sequência constante de ataques, esquivas e habilidades especiais. Consequentemente, as batalhas raramente ficam repetitivas.

Outro ponto positivo envolve a quantidade de possibilidades disponíveis para montar builds. O jogo oferece uma enorme variedade de combinações entre habilidades, relíquias, aprimoramentos e companheiros espirituais. Dessa forma, cada tentativa apresenta oportunidades diferentes para experimentar novas estratégias.
Enquanto alguns roguelites demoram para liberar seu potencial, Realm of Ink entrega essa sensação de evolução logo nas primeiras horas. Por isso, a progressão se mantém recompensadora mesmo após várias derrotas.
O sistema de builds é profundo sem ser complicado demais
Um dos aspectos que mais gostei foi a liberdade para criar estilos de jogo diferentes. Conforme avançava, encontrava novas combinações capazes de alterar completamente minha abordagem durante as batalhas.
Além disso, os companheiros espirituais adicionam uma camada extra de estratégia. Dependendo das escolhas feitas ao longo da run, eles evoluem e passam a desempenhar papéis ainda mais relevantes nos confrontos.

Por outro lado, o jogo evita transformar seus sistemas em algo excessivamente complexo. Embora existam muitas opções disponíveis, a estrutura geral permanece acessível para jogadores iniciantes.
Consequentemente, Realm of Ink consegue equilibrar profundidade e acessibilidade de maneira bastante eficiente.
O excesso de informação atrapalha o ritmo nas primeiras horas
Apesar das qualidades evidentes, encontrei alguns problemas que impediram uma nota mais alta.
O principal deles aparece logo no início da experiência. Realm of Ink apresenta uma enorme quantidade de informações relacionadas a habilidades, atributos, bônus e efeitos especiais. Entretanto, boa parte dessas explicações surge através de textos longos e descrições pequenas.

Por causa disso, precisei interromper diversas vezes o ritmo da ação para entender exatamente o funcionamento de determinados poderes. Em vez de permitir que o aprendizado aconteça naturalmente durante a jogabilidade, o jogo frequentemente exige leitura constante.
Além disso, alguns menus poderiam apresentar as informações de maneira mais clara. Embora o sistema seja interessante, a forma como ele comunica seus detalhes acaba criando uma barreira desnecessária para novos jogadores.
Felizmente, essa sensação diminui conforme o tempo passa. Ainda assim, acredito que uma interface mais intuitiva deixaria a experiência muito mais agradável.
A dificuldade poderia ser mais desafiadora
Outro aspecto que me incomodou foi o nível de dificuldade.
Embora o combate seja divertido, senti que Realm of Ink facilita demais alguns momentos importantes da campanha. Em várias ocasiões, consegui superar desafios sem precisar adaptar minha estratégia de maneira significativa.

Além disso, as runs possuem duração relativamente curta. Em média, cada tentativa leva cerca de 30 minutos, o que contribui para o ritmo acelerado da progressão.
No entanto, a facilidade excessiva reduz parte da tensão que normalmente torna os roguelites tão viciantes. Como resultado, alguns chefes não entregam o impacto esperado quando finalmente aparecem.
Na minha experiência, consegui concluir uma run completa com menos de duas horas totais de jogo. Posteriormente, finalizei o conteúdo principal em aproximadamente seis horas. Ainda existem conquistas, desbloqueios e objetivos secundários para perseguir, mas esperava uma resistência maior durante a campanha principal.
Fantasia oriental dá personalidade própria ao jogo
Se existe um elemento que realmente diferencia Realm of Ink dentro do mercado atual, esse elemento é sua ambientação.
Enquanto muitos jogos do gênero exploram temas semelhantes, Realm of Ink constrói um universo que abraça completamente a fantasia oriental. Como consequência, o jogo apresenta criaturas inspiradas no folclore asiático, cenários memoráveis e personagens que ajudam a fortalecer a identidade da aventura.

Além disso, a estética baseada em tinta funciona extremamente bem durante os combates e nas sequências de exploração. Dessa maneira, o visual permanece marcante mesmo depois de várias horas de jogo.
Por esse motivo, explorar novas regiões continua sendo uma das partes mais agradáveis da experiência.
Vale a pena jogar Realm of Ink?
Sim. Realm of Ink consegue entregar um roguelite divertido, acessível e extremamente viciante. Embora algumas decisões de design prejudiquem o ritmo inicial e a dificuldade fique abaixo do ideal, o conjunto geral permanece bastante sólido.
Além disso, o combate satisfatório, a excelente direção artística e a enorme quantidade de combinações possíveis garantem motivação suficiente para continuar jogando mesmo após os créditos.
Portanto, quem procura um roguelite com forte identidade visual e progressão constante encontrará aqui uma experiência bastante recomendável.
Veredito — 8/10
Realm of Ink não alcança o mesmo nível dos maiores ícones do gênero, porém constrói sua própria identidade através da fantasia oriental, do combate fluido e da grande variedade de builds. Apesar do excesso de textos explicativos e da dificuldade relativamente baixa, o jogo entrega diversão consistente do início ao fim.
Para mim, trata-se de uma excelente porta de entrada para novos jogadores e de uma opção muito competente para fãs de roguelites que desejam experimentar algo diferente.
Prós
- Combate rápido e extremamente divertido
- Grande variedade de builds e combinações
- Direção artística inspirada e memorável
- Ambientação oriental com muita personalidade
- Progressão constante que incentiva novas runs
- Boa quantidade de conteúdo para desbloquear
Contras
- Excesso de textos e descrições nas primeiras horas
- Interface poderia explicar sistemas de forma mais clara
- Dificuldade abaixo do esperado para o gênero
- Alguns chefes oferecem pouco desafio
- Progressão principal pode ser concluída rapidamente
Informações adicionais
-
Sistema onde foi feito a review: PS5
-
Desenvolvedor: Leap Studio, Maple Leaf Studio
-
Jogadores: 1
-
Plataformas disponíveis: PlayStation 5, PlayStation 4, Nintendo Switch, Xbox One, PC, Xbox Series X e Series S
Agradeço à 4Divinity por fornecer o código para a produção deste review.
Acompanhe todas as informações do mundo dos games aqui no Game Notícias.


